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Prosa Boa 72 - Voto, vacina contra corrupção PDF Imprimir E-mail
Dom, 04 de Setembro de 2011 20:28

prosamansurokBoa noite amigos e amigas da Prosa Boa!

Fim de domingo e mais uma semana começa com cara de grandes acontecimentos.

Como sempre faço, nas leituras de final de semana, sempre encontro algo que me chama atenção por sua utilidade coletiva.

Na Prosa Boa de hoje, vamos falar do óbvio!!

Uma materia escrita pelo Padre Católico José Artulino Besen, nos chama a uma reflexão e nos mostra a força que temos em nossas mãos, o nosso voto!

Vamos a matéria:

O VOTO, VACINA CONTRA A CORRUPÇÃOprosaboaok2

  

Corrupção

Sempre nos ensinaram que a função do Estado é garantir o bem comum, que nasce do consenso dos cidadãos, que nele enxergam a expressão e a garantia da tutela dos direitos, coletivos e individuais. Sabíamos que o crime é fruto do egoísmo de indivíduos que se consideram acima do bem e do mal. Contra eles o Estado brande as armas do Direito e os enquadra com punições corretivas.

Mas, para surpresa nossa, o Brasil dos últimos meses tem mostrado que o maior delinqüente é o Estado. A delinqüência está fotografada na face dos encarregados do Estado.

O Brasil ficou tarado: foi preso um coronel do Exército e outros oficiais por desvio de milhões na compra de alimentos; em Rondônia os chefes do Poder Judiciário e do Legislativo foram presos por roubo; juízes federais foram presos por desvio ou venda de sentenças; 23 dos 24 deputados estaduais rondonienses são acusados de roubo a granel; a Justiça investiga 43% dos deputados do Rio; a Câmara e o Senado Federais passam por um processo de corrupção nunca visto: são os mensaleiros, os sanguessugas etc.; o governador e o vice de Rondônia também estão envolvidos em operações contra o patrimônio público; dois ex-superintendentes da Polícia Federal foram presos por crime contra o patrimônio; dois bispos da igreja de Edir Macedo, a irmã dele e quase a metade da bancada evangélica estão envolvidos no batalhão dos sanguessugas ou mensaleiros; Partidos políticos se vendem em leilão público e assim por diante. O atual Congresso, o mais corrupto da história brasileira, tem 12% de seus membros envolvidos em crimes, percentagem que faria qualquer instituição tremer ou quebrar. E para não esquecer: a DASLU, o templo dos ricos e celebridades, em cuja construção mergulharam milhares de Medalhas Milagrosas, tem seus donos presos: são católicos devotos e criminosos de longos tentáculos.

Uma das conseqüências funestas desse festival de notícias sobre desfalques financeiros é a perda progressiva do significado dos valores: um milhão, 6 milhões, 650 milhões, um bilhão, parecem não significar outra coisa além de números que pouco medem. A corrupção endêmica germina essa flor putrefata: a perda da noção do alcance do crime, a perda da sensibilidade que não acusa que o dinheiro público surrupiado deixa crianças sem escola, doentes sem hospital, estradas esburacadas, universidades e escolas sucateadas, tolhe investimentos públicos que geram emprego, resumindo, uma história de morte. E, o que passa na cabeças das crianças e jovens? Não concluiriam que a corrupção é um outro modo de ganhar a vida?

Qual o remédio à disposição do Estado democrático para esses males? Não é a negação do valor do Estado de Direito democrático. O remédio é a democracia, é o poder do povo exercido na ocasião do voto. Por engano podemos votar num corrupto, num tarado: mas a democracia nos permite mandá-lo de volta para sua insignificância e para as barras dos tribunais. Pelo voto podemos fazer do Nobre Senador e do Excelentíssimo Deputado um ex-nobre e um ex-deputado; e também um ex-governador, ex-prefeito, ex-presidente.

As eleições batem à nossa porta e à nossa consciência de cidadãos: pesquisemos a ficha corrida dos candidatos, o aumento milagroso de seu patrimônio, os parentes que encostou no serviço público. E apliquemos a vacina no Brasil, a vacina da cidadania que nos dará, pouco a pouco, um Estado democrático verdadeiro, a serviço do bem comum. Longe o impulso de matar a criança doente (democracia) e sonhar com um poder forte, ditatorial. A criança tem cura, o Brasil tem cura. O remédio é o cidadão.

Fonte: http://pebesen.wordpress.com/2006/09/04/o-voto-vacina-contra-a-corrupcao/

 

Frase do dia: "O remédio é a democracia, é o poder do povo exercido na ocasião do voto." Pe. José Artulino.

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