| Prosa Boa 50 - Vapores do São Francisco |
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| Sáb, 02 de Julho de 2011 08:32 |
Bom dia amigos da Prosa Boa!Como falei, estamos voltando aos poucos com todo site já transferido para outro servidor,mais rápido e com mais recurso.
Alguns amigos perderam esta matéria com os antigos vapores que navegaram no rio São Francisco, e a pedido volto a publica-la.
Vamos lá!
Passeie pela história
![]() Os “Gaiolas” do São Francisco
Segundo o historiador do São Francisco, Brasiliano Braz, foi durante a guerra do Paraguai que o Barão de Guaicui resolveu construir o primeiro “gaiola” que navegaria no rio São Francisco. O “Saldanha Marinho”
O “Presidente Dantas” Foi o segundo “gaiola” do São Francisco, veio da Baia da Guanabara para fazer companhia ao Saldanha Marinho. de Juazeiro (BA) até Santa Maria da Boa Vista (PE) em 22 de dezembro 1872 A lancha “Cezário” Em terceiro lugar a navegar as águas do São Francisco, veio a lancha “Cezário”, uma iniciativa dos irmãos Cezários, comerciantes em Juazeiro, viajavam até Bom Jesus da Lapa fazendo intenso comércio nas águas. O vapor “São Paulo” Foi construído por iniciativa de Pedro Pereira Pinto e Francisco Bispo, mas não teve vida longa. O vapor “Antonio do Nascimento” Foi o quinto a navegar no Velho Chico, era de propriedade a Nascimento & Irmãos, de Pirapora que trafegava até Bom Jesus da Lapa fazendo comércio de compra e venda para própria firma. O “Alfredo Viana” o baiano “São Salvador”
Construído em Juazeiro em 1937, pela Dourado Viana & Cia., o “gaiola” Alfredo Viana, impulsionado por hélice, depois de navegar muito tempo entre Juazeiro e Santa Maria da Vitória na Bahia, foi vendido a um comerciante Clemente Araújo Castro, e depois adquirido pela Cia. Indústria e Viação de Pirapora, que fez um reforma, transformando-o em “gaiola” de grande porte e passou a ser chamado de “São Salvador”. Capacidade de 40 toneladas.
O “Mata Machado” Era o mais possante, e o mais veloz de todos os “gaiolas”, pertencia a frota da Viação Baiana. Tinha o casco achatado, o que fazia que raramente encalhasse nos bancos de areia. O “Engenheiro Halfeld” e o “Melo Viana” Os dois foram construídos nos estaleiros de Hamburgo, na Alemanha em 1927, depois de transportados até o Rio de Janeiro, foram levados de trem até Pirapora, onde foram montados e lançados ao rio em 1930. O “São Francisco”
Foi trazido para o Velho Chico em 1930, mas já navegava no Mississipi desde 1913, quando foi construído.
O “Benjamin Guimarães” De origem americana, foi adquirido no Amazonas, e hoje navega em passeios Turísticos em Pirapora. Sua capacidade é de 90 toneladas. O “Barão de Cotegipe”
Foi o “gaiola” que mais deixou saudades nas barrancas do São Francisco. Até hoje os barranqueiros comentam sobre o apito melodioso do Barão de Cotegipe. Fabricado na América em 1913, foi reformado em 1967. Abandonado no porto em Pirapora, com o casco enterrado num banco de areia (dados de 1985). Tinha 43 m de comprimento com capacidade de 80 toneladas.
O “Fernandes da Cunha”
Como o São Salvador, o “gaiola” “Fernandes da Cunha” foi construído em Juazeiro em meados de 1926, com a maquina mais moderna da época tinha capacidade de 176 HP de força. Com a capacidade de 80 toneladas, ainda conduzia duas chatas com 90 toneladas cada.
O “Cordeiro de Miranda” Fabricado na Escócia em 1912, foi conduzido em lombo de animais até o porto de Juazeiro. O “Wenceslau Braz”
Considerado um dos melhores vapores para o turismo que a Franave possuía. Transportado do rio Sapucaí para o leito do rio das Velhas em data ignorada, sofrendo naufrágio em 1968 na Cachoeira do Sobrado, onde hoje esta localizada a barragem de Sobradinho. Foi desativado em 1975 e em julho de 1981 foi transformado em chata para transportar carvão vegetal.
O “Fernão Dias” Construído em Glasgow, na Inglaterra, encomendado pelo governo mineiro em 1924, chegou ao porto de Pirapora em 1928. Terminada a montagem em 1929, foi lançado as águas do São Francisco. O “Antonio Olinto” O “Antonio Olinto” era um “gaiola” antigo de origem desconhecida que naufragou durante a Revolução de 1930, abaixo de Juazeiro, num lugar conhecido por “Caldeirão”, onde até hoje se encontra submerso. Não foi recuperado, pois o trecho onde naufragou é muito fundo. O “Santa Clara” Outro “gaiola” que teve um fim trágico. Em 1932 naufragou num lugar denominado “Mucambo dos Ventos” a 18 km acima de Xique-Xique, morrendo várias pessoas, entre elas, a filha do comandante Antonio de Mendonça, que se encontrava trancada no camarote. O “Coronel Ramos” Pertencia a Cia. Indústria e Viação de Pirapora herdou o nome de um de seus diretores. Sua capacidade era de 30 toneladas. Como os demais “gaiolas”, foi vendido como ferro velho pela Cia. de Navegação do São Francisco. O ‘“Francisco Bispo” Adquirido pelo industrial Júlio Mourão Guimarães, em 1930, no rio Amazonas. Foi batizado com este nome, em homenagem a “Francisco Bispo”, o melhor mecânico de todo Vale do São Francisco na época. O “Sertanejo” Era da firma Satrem S/A – Rio Minas. Foi lançado no rio em 1938. Rebocava duas chatas com capacidade para 100 toneladas cada. Sua cor era verde e por essa razão, ficou conhecido em toda margem do rio como “Periquitinho Verde”. O “Governador Valadares” Este “gaiola” de origem desconhecida sofreu dois naufrágios antes de ser transformado em ferro velho. Um dos naufrágios foi na Cachoeira do Sobrado, onde hoje é a barragem de Sobradinho em 1966, o outro naufrágio havia sido registrado em 1959, abaixo de Bom Jesus da Lapa, num lugar denominado “Itibiraba”. Sua capacidade era de 120 toneladas. O “Afonso Arinos” Era um “gaiola” pequeno de origem também desconhecida. Em 29 de janeiro de 1946, sofreu naufrágio a 6 km acima de Itacarambi, num lugar denominado “Sobrado”. Também foi transformado em ferro velho. O “Paracatuzinho”
Também um dos “gaiolas” de pequeno porte que navegava no São Francisco. Em 1960 naufragou na Cachoeira Três Irmãos, no Rio Paracatu, tributário do São Francisco. O “Juracy Magalhães”
O maior vapor da frota da Navegação Baiana levava até seis meses sem poder navegar no rio, porque era muito grande, e nas estiagens o rio ficava muito raso, como hoje. Só navegava com o rio cheio, era muito largo. Navegou até 1963, sendo encostado no porto de Juazeiro, onde acabou no seco. O “Costa Pereira” Antes, este “gaiola” tinha o nome de “Pirapora”. Em 1930, naufragou na “Tapera” 36 km acima de Pilão Arcado. Não foi recuperado. Assim como o “Costa Pereira”, os “gaiolas” “Nilton Prado” e “Rodrigo Silva” tiveram o mesmo fim, naufragados sem serem recuperados: O “Nilton Prado” naufragou em 1952, em um lugar denominado “Tabocas”, a 12 km acima de Xique-Xique, e o “Rodrigo Silva” naufragou em 1932, nas proximidades da “Ilha do Rio”, a uns 30 km abaixo de Xique-Xique. Em conseqüência a este naufrágio, o local passou a ser denominado “Rodrigo Silva”. “Costa e Silva” e “Juarez Távora”
Tratava-se de duas lanchas ônibus construídas pela FRANAVE nos anos de 1968 e 1969 para transporte de passageiros entre Juazeiro e Pirapora. Ambas compostas de 1ª e 2ª classes com poltronas de luxo. Os saudosos “gaiolas” do São Francisco foram desativados e substituídos pelos empurradores Santa Alice, Santa Glória, Santa Dorotéia, Santa Bárbara, etc. que impulsionam as embarcações “Barranqueiras” e “Chatas” feita para transportar turistas e passageiros da própria região e a “chata” para transporte de mercadorias. (velhochico.net) Créditos: Texto copilado e adaptado do livro “O velho Chico” (sua vida, suas lendas e sua historia) de Wilson Dias da Silva. Editado em Brasília - 1985 – Com apoio do Ministério do Interior e da CODEVASF.
O sucateamento,Os empurradores,.O movimento das cargas!
Frase do Dia: "....um povo se faz pela sua história, suas memórias são o alicerse para o seu desenvolvimento...." |
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Comentários
Tenho usado e abusado de sua fotos dos vapores. Você nem imagina o quanto está sendo útil para mim.
Grato, amigo.
Antonio F. de Souza
Boa tarde!
Em relação aos Steamboats dos EE.UU os que ainda navegam como atração turistica, são movidos hoje a diesel. Inclusive aqui na região, o Vapor São Salvador foi feito a colocação de motor diesel, mantendo as caracteristicas e a roda dágua falsa. Quanto aos outros vapores similares ao Benjamim navegando na Africa, não tenho conhecimento. Bom seu questionamento. Nos cabe mais pesquisas, vamos juntos fazer este levantamento. Obrigado pela visita ao site e sua observação. Vamos a "caça"! Apareça sempre.
Citando Eduardo Gomes:
Que noticia boa!
Vou me programar pra conhecer seu Rancho
e curtir uma boa pescaria!
Abraços
Marilu
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