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PRÊMIO VIVALEITURA ANUNCIA FINALISTAS

O Prêmio VIVALEITURA, maior premiação individual para fomento à leitura promovida no Brasil, anuncia os 15 finalistas de sua primeira edição em três categorias: bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; escolas públicas e privadas; e pessoas físicas, universidades e instituições da sociedade que desenvolvam trabalhos na área de leitura. Os vencedores serão conhecidos no dia 13 de novembro e receberão R$ 25 mil cada um. O Prêmio VIVALEITURA registrou a inscrição de 3.031 projetos de incentivo à leitura.

Projetos finalistas

Categoria 1: Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias

• Biblioteca Espumas Flutuantes – Angra dos Reis / RJ
• Biblioteca Paulo Freire – Salvador / BA
• Elaboração de Livro pela Comunidade – Rio de Janeiro / RJ
• Projeto de Modernização do Sistema Municipal de Bibliotecas Públicas de Guarulhos – Guarulhos / SP
• Projeto Jegue-Livro – Alto Alegre do Pindaré / MA

Categoria 2: Escolas Públicas e Privadas

• Aprender a Ler e Ler para Aprender: O Ensino da Matemática Centrado na Inclusão Social pelo Domínio da Língua – São Luis / MA
• Cordel: rimas que encantam – São Gonçalo do Amarante / CE
• Livro Vivo: Vamos Ler – Manaus / AM
• Meu Broto de Leitura... – Marília / SP
• Vila Leitura (Escola da Vila) – São Paulo / SP

Categoria 3: Pessoas físicas, Universidades e instituições da sociedade que desenvolvam trabalhos na área de leitura.

• Clube da Leitura – Pirapora / MG
• Liberdade pela escrita – Porto Alegre / RS
• Projeto Progresso na Leitura – Sobral / CE
• Projeto Vitrine – São Paulo /SP
• Leia Brasil – Rio de Janeiro / RJ

Matéria publicada no Site do Ministério da Cultura

O livro é o personagem desta noite

Apaixonado por livros, um pescador de Pirapora (MG), criou um clube de leitura para crianças. Uma professora do interior do Maranhão inventou o projeto Jegue-Livro, que leva obras de literatura às comunidades rurais. E em Marília (SP), os bebês do berçário municipal ouvem histórias e manuseiam livros. Os três projetos integram o grupo de 15 selecionados que concorrem ao Prêmio VivaLeitura 2006, que será entregue nesta segunda-feira, 13, em Brasília.
Promoção dos ministérios da Educação e da Cultura e da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), o VivaLeitura tem patrocínio da Fundação Santillana, da Espanha. O prêmio de R$ 75 mil será distribuído aos três vencedores – R$ 25 mil, cada – nas categorias escolas, bibliotecas e pessoas. Os ganhadores serão conhecidos nesta segunda-feira, 13, às 19h, no Memorial JK, durante entrega do prêmio pelos ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Cultura, Gilberto Gil.

Pescador e feirante em Pirapora, Leonardo da Piedade Diniz Filho criou junto à feira onde vende peixes um clube de leitura para entreter as crianças, enquanto os pais fazem compras. Reuniu livros com amigos e vizinhos e, em pouco tempo, atraiu a atenção de crianças e adolescentes que se tornaram freqüentadores do clube de leitura. Em um ano, Leonardo registrou 607 leitores. Ele concorre na categoria pessoas.

No Maranhão, a 339 quilômetros de São Luís, outra iniciativa entrou no concurso. A formadora de professores Alda Beraldo precisou de jegues, livros e voluntários para fazer funcionar o projeto Jegue-Livro. A cada 15 dias, o acervo de leitura da Casa do Professor, que pertence à Secretaria de Educação de Alto Alegre do Pindaré, vai para uma das 12 comunidades rurais do município. Lá, os diretores das escolas e voluntários promovem atividades de incentivo à leitura. Em pouco mais de um ano, o Jegue-Livro atendeu 6.500 moradores. O projeto concorre na categoria bibliotecas.
E no berçário municipal Mãe Cristina, em Marília (SP), a professora Creuza Prates Galindo Soares misturou fraldas com histórias, contos e poesias no projeto Broto de Leitura. Ela implantou no berçário a leitura para bebês e o manuseio dos livros pelas crianças, além de levar o grupo a uma biblioteca para que conheça a casa onde moram os livros. E não ficou nisso. Toda sexta-feira, cada família leva para casa um livro para as crianças. Quando devolve o livro na segunda-feira, a mãe ou o pai deve relatar a reação do bebê ao ouvir a história. O projeto concorre na categoria escolas.
Sucesso – Na primeira edição, o VivaLeitura recebeu 3.031 projetos de todo o País. A categoria bibliotecas recebeu 161 trabalhos; escolas, 1.351; e pessoas e instituições, 1.519. O comitê VivaLeitura, composto por promotores do evento e parceiros, selecionou 15 finalistas, cinco por categoria. O prêmio tem quatro objetivos: democratizar o acesso à leitura de crianças, jovens e adultos; fomentar a leitura e a formação do cidadão; valorizar o livro e a leitura; apoiar a criação e a produção literárias.
VivaLeitura é o nome dado no Brasil ao Ano Ibero-Americano da Leitura, comemorado em 21 países das Américas e da Europa desde 2005. No Brasil, além do prêmio, os ministérios da Educação e da Cultura instituíram, em 11 de agosto deste ano, o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) como política de Estado, que visa assegurar o acesso ao livro e à leitura a todos os brasileiros e a formar uma sociedade de leitores. O PNLL tem duração de três anos, 2006 a 2008.

Vencedores

- Projeto Jegue-Livro (categoria Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias)

Coordenada por Elza Maria Santos do Nascimento, a ação é realizada pela prefeitura desde 2005. O projeto utiliza jegues para carregar exemplares do acervo da Casa do Professor e colocá-los à disposição de moradores de cinco povoados de Alto Alegre do Pindaré, no interior do Maranhão.

A idéia surgiu dentro do Programa Escola que Vale, parceria do município com a Fundação Vale do Rio Doce e com o Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (Cedac). Elza Maria pretende levar o projeto a outras comunidades onde o livro ainda não faz parte do dia-a-dia das pessoas.

- Cordel: rimas que encantam (categoria: Escolas Públicas e Privadas)

Francisca das Chagas Menezes Sousa é professora da 8ª série de uma escola rural em São Gonçalo do Amarante, no interior do Ceará. Como sabia do gosto de seus alunos pela embolada - que são textos declamados rapidamente sobre notas repetidas -, ela resolveu fazer uma experiência com o cordel.

Em suas aulas, o cordel virou referência para trabalhos de leitura e escrita, propiciando aos alunos uma diversidade de situações didáticas: atuam como protagonistas e não apenas como executores de tarefas; aprenderam a ler em voz alta; tomaram contato com a história de seus antepassados; mergulharam a fundo nas tradições do lugar em que vivem; aprenderam a trabalhar com as rimas e a métrica. Os alunos também acabaram inventando o Cordel Ambulante, em que se deslocam pela comunidade para ler literatura de cordel para os moradores.

- Liberdade pela escrita (categoria: Pessoas Físicas, Universidades e Instituições)

Neiva Maria Tebaldi Gomes realiza, no Presídio Feminino Madre Pelletier, em Porto Alegre, o seu projeto, que consiste em promover encontros semanais de aproximadamente duas horas, nos quais se lêem diferentes gêneros de textos, sobretudo os de caráter literário. Com a inicitiva, busca-se amenizar a vida reclusa das presidiárias e também estreitar seus vínculos com os filhos com base no estímulo ao hábito de ler e contar histórias.

'Liberdade pela escrita' faz parte do programa de extensão universitária de uma instituição privada gaúcha, a UniRitter. Realizado há doze anos, a cada ano o projeto é desenvolvido numa ala do presídio.


Êxito

Em sua primeira edição, o Vivaleitura recebeu 3.031 projetos de todo o país. A categoria bibliotecas recebeu 161 trabalhos; escolas, 1.351; e pessoas e instituições, 1.519. O comitê VivaLeitura, composto por promotores do evento e parceiros, selecionou 15 finalistas, cinco por categoria, e, por fim, elegeu um de cada categoria para receber R$ 25 mil cada um.

O Prêmio Vivaleitura foi dotado com R$ 75 mil para ser dividido em três categorias (instituições, bibliotecas e pessoas privadas). O prêmio tem como propósito democratizar o acesso à leitura de crianças, jovens e adultos; fomentar a leitura e a formação do cidadão; valorizar o livro e a leitura; e apoiar a criação e a produção literárias.

A iniciativa é dos Ministérios da Cultura (MinC) e da Educação (MEC), além da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OIE), e conta com o patrocínio da Fundação Santillana, da Espanha.

Entrega do Prêmio Vivaleitura

Os dois outros premiados são 'Cordel: rimas que encantam' e 'Liberdade pela escrita'

O projeto de uma professora do interior do Maranhão que leva obras de literatura às comunidades rurais no lombo de um jegue foi um dos ganhadores do Prêmio Vivaleitura 2006. Além do Projeto 'Jegue-Livro', de Alto Alegre do Pindaré (MA), também venceram 'Cordel: rimas que encantam', de São Gonçalo do Amarante (CE), e 'Liberdade pela escrita', de Porto Alegre, cada um na respectiva categoria: Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias; Escolas Públicas e Privadas; e Pessoas físicas, universidades e instituições.

Os vencedores foram anunciados na noite da última segunda-feira (13 de novembro), pelo ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, e pelo secretário executivo-adjunto do Ministério da Educação, André Lázaro, em solenidade no Memorial Juscelino Kubitschek, em Brasília.

O ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, entregou a premiação para o campeão Jegue-Livro. Os outros dois vencedores receberam os cheques das mãos do secretário executivo-adjunto do MEC, André Lázaro, e do presidente da Fundação Santillana, Emiliano Martinez.

O Prêmio é "um reconhecimento importante e necessário a três belíssimos projetos, mas que, na verdade, deveriam ver multiplicados por pelo menos mil para poder abarcar os mais de três mil trabalhos inscritos este ano", afirmou o ministro interino da Cultura durante a solenidade.

Os projetos apresentados no Prêmio Vivaleitura felizmente tentam modificar a realidade brasileira de apenas 1,8 livros lidos per capita/ano, bem abaixo dos países desenvolvidos, e a da elevada taxa de analfabetismo funcional. "O Brasil revelado pelo Prêmio Vivaleitura é um Brasil que criativamente elabora suas próprias alternativas, seja colocando livros no lombo de um jegue, seja narrando-os no rádio, como no interior do Ceará, ou adentrando os muros de um presídio em Porto Alegre", destacou Juca Ferreira.

O secretário executivo do MinC ressaltou, ainda, que o Estado brasileiro vem olhando com mais atenção para este importante setor da cultura. Desde 2004, principalmente por meio do MinC e MEC e em articulação estreita com a sociedade civil, desenvolve-se o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), do qual o Prêmio Vivaleitura faz parte. O PNLL foi instituído como política de Estado e objetiva assegurar o acesso ao livro e à leitura a todos os brasileiros e a formar uma sociedade de leitores.

"Para nós, do Ministério da Cultura, a leitura e o livro, assim como a cultura como um todo, precisam ser vistos não apenas em uma só dimensão, mas em três: em sua dimensão de direito e cidadania, em sua dimensão simbólica e em sua dimensão econômica. Nenhuma delas é anterior ou mais importante que outra, mas complementares e sistêmicas, numa visão de conjunto sobre a leitura e o livro", finaliza. (Matéria do Site do Ministério da Cultura)

velhochico.net, abraça o Leo do Peixe, a cidade de Pirapora abraça nosso amigo Leo.. Parabéns!

Entre mais de três mil projetos, classificar entre os cincos finalista já é um prêmio. Sua iniciativa amigo já merece um prêmio. Você já fáz parte da história da nossa cidade. Sim, nossa, porque me adotou e devo muito a ela.

Você amigo é "Gente que Faz!!" Sucesso sempre!! A cidade inteira agradece a sua iniciativa, agora, é ir aos livros.....um abraço!

 

Pirapora se destaca através do Clube da Leitura - Trabalho do nosso amigo Leo do Peixe
Leia como foi....