PESCANDO SURUBIM, VOCÊ ESTA USANDO A ISCA CERTA.....DICAS


PESCA POITADA
Usam-se geralmente
duas maneiras para pescar o surubim: a poitada e a de rodada.
Poite o barco junto ao camalote, tarope (aguapé), ou com o barco
em cima dele, de preferência uns 15 m acima de uma boca de baía,
boca de corixo ou saída d'água, que é onde geralmente
circulam os pequenos peixes. Nesses pontos, podemos dar como certa a presença
dos marruás, espreitando suas presas.
Deve-se lançar a isca numa abertura de mais ou menos 50 graus em
relação à margem e a uns cinco metros abaixo da saída
d'água.
Outro bom pesqueiro para poitar (ou apoitar) o barco são as pontas
de praia (o final da praia), de preferência quando houver uma boa
quantidade de camalotes após essa praia. Imagine o pé do banco
de areia e lance a isca, porque normalmente é onde o surubim está
"amuado", à espreita de suas presas, somente esperando
o momento em que algumas delas saiam do raso para a parte mais funda, onde
será alvo certo.
Outros bons pesqueiros a serem explorados são os poços ou
as partes mais fundas do rio. Geralmente, ocorrem nas curvas em forma de
cotovelo, bastante acentuadas que formam fortes redemoinhos que agitam as
águas.
Procure apoitar ou amarrar o barco no barranco mais próximo do redemoinho
- a parte mais funda do poço. Deve-se lançar a isca nesse
ponto e deixá-la descer até o fundo do rio. Para isso, a chumbada
deverá ser bem pesada, com certeza passando de 200 g.
Nesses pesqueiros, quando o surubim ataca a isca, puxa com muita força
e sempre muito decidido. Por isso, deve-se dar um pouco de linha, acompanhando
com a vara a puxada até ela apontar para a água. Nesse momento,
a fisgada deve ser firme e seguida de outra, para conferir.
Nunca podemos esquecer-nos de ajustar a fricção da carretilha
ou do molinete. Deve estar "no ponto" para que, no momento da
fisgada, não patine, mas de forma que, no momento da briga e quando
o peixe aplicar sua grande força, a fricção possa liberar
a linha para não ocasionar seu rompimento.

Existem dois pontos
chaves na briga com o surubim: o primeiro acontece logo após a fisgada
e quando o peixe está com todas as suas energias. O segundo se verifica
quando o bicho está próximo ao barco e achamos que já
se entregou, cansado. Eis que ele vira a cara e parte para o fundo novamente,
exigindo malícia do pescador e resistência do material.
A melhor maneira para embarcar o surubim é com o auxílio do
bicheiro ou do alicate pega peixe.
PESCA DE RODADA
No Pantanal, a considerada
mais produtiva é a chamada pesca de rodada, isso porque se procura
o peixe da seguinte maneira: solta-se o barco a favor da correnteza, de
modo que o piloteiro, usando o remo ou o motor elétrico, vá
controlando o barco para mantê-lo perpendicular ao curso do rio.
Isso precisa ser feito de tal forma que o pescador fique sempre de costas
para as águas passadas, ou para jusante.
No caso, a chumbada deve ser mais leve, entre 35 g a 50 g. Solta-se a linha
até sentir a isca raspando o fundo do rio. Na pesca de rodada, o
surubim geralmente puxa mais manso, em etapas, porém sempre decidido.
Também é comum ele pegar a isca e acompanhar a descida do
barco, chegando a afrouxar a linha. Aí, deve-se enrolar a linha até
esticá-la e ao sentir o peixe na linha, fisgue-o.
Iscando o anzol
Tuvira: Coloque a ponta do anzol pela boca até sair na lateral, uns três centímetros após a guelra. Desse modo a isca não morre, pois é muito resistente.
Pirambóia: Passe o anzol por completo pela pele superior, entre o meio do peixe para o final. Em seguida, volte com a ponta do anzol pela pele superior da metade do corpo para a cabeça.
Camboja: Passe o anzol pela lateral da isca rente à casca e próximo à cauda, de modo que a ponta do anzol fique totalmente livre e apontando para a cauda.
Curimatá, jejum, piau, sauá e traíra: Tanto pode ser iscados pela boca, passando o anzol pelo queixo até sair na parte superior da boca, como também passar o anzol pelo lombo da isca próximo à cauda.
Todas essas iscas podem ser usadas em toletes.
Lembrem-se, a ponta do anzol deve estar sempre descoberta.
Equipamentos que podem ser usados nessas pescarias:
Vara de 1,80 m a 2,10 m de comprimento,
ação média-rápida (média-pesada) para linhas
de 17 lb a 45 lb.
Carretilha ou molinete médio com capacidade para 130 m de linha 0,60
mm.
Linha 0,60 mm com resistência para 19,5 kg que corresponde a 43 lb.
Anzol Mustad 7/0 ou 8/0 com encastoador de aço com 35 cm de comprimento.
Chumbada oliva de correr na linha, entre 35 g a 300 gr.

Agora, é prestar atenção e respeitar os tamanhos mínimos para cada peixe e boa pescaria! Ainda continua sendo o mais barato remédio para um bom descanso e contra o estress...aproveite.
Um abraço a todos,
Mansur
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