Na próxima quarta-feira, dia 6 de junho, às
9h30, o Governo Federal, a Prefeitura de Belo Horizonte e a Câmara Mineira
do Livro lançam o 8º Salão do Livro e Encontro de Literatura,
que este ano homenageia a Itália, e o Prêmio VIVALEITURA. A solenidade
acontece no Mercado da Lagoinha, que fica na Avenida Antônio Carlos,
821, Bairro São Cristóvão. O evento recebe, ainda, um
dos finalistas do Prêmio VIVALEITURA, Léo do Peixe, e presta
uma homenagem ao escritor e jornalista mineiro Wander Piroli.
Participam do lançamento o prefeito Fernando Pimentel; a presidente
da Fundação Municipal de Cultura, Maria Antonieta Antunes Cunha;
o presidente da Câmara Mineira do Livro, José Alencar Mayrink;
o coordenador nacional do Plano Nacional do Livro e Leitura, José Castilho;
a diretora da Organização dos Estados Ibero-americanos, Rosália
Guedes; e o diretor da Fundação Santillana no Brasil, Andrês
Cardó, entre outras autoridades e escritores.
Os dois projetos escolheram a mesma oportunidade para o lançamento
porque ambos visam à democratização da cultura e sua
descentralização. E, nada melhor que o Mercado da Lagoinha,
local popular na capital e ponto de encontro da comunidade italiana estabelecida
em Belo Horizonte, para divulgá-los.
Encontro de Literatura
Principal evento do gênero no Estado e uma das mais importantes iniciativas
do país, o 8º Salão do Livro e Encontro de Literatura acontece
de 14 a 24 de junho na Serraria Souza Pinto. Nesta edição, o
evento homenageia a Itália, por meio de mesas-redondas, bate-papos,
encontro com escritores e diversas intervenções artísticas.
As atividades promovem reflexões sobre as obras de vários autores,
desde os clássicos até os expoentes da literatura contemporânea,
na criação para adultos e crianças. A literatura infantil
sempre tem grande destaque no Encontro de Literatura, além de espetáculos,
oficinas e narrações de história. Neste ano estréia
o Encontro Marcadinho que, assim como o Encontro Marcado, é formado
por conversas descontraídas, porém, com um público formado
por crianças. Outra novidade são as Mesas-redondas que discutem
sobre literatura, ilustração, entre outros assuntos do universo
infantil. O 8º Salão do Livro e Encontro de Literatura é
realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação
Municipal de Cultura, e pela Câmara Mineira do Livro. Conta com o patrocínio
da Petrobrás e da Usiminas, por meio das Leis Federal e Estadual de
Incentivo à Cultura.
Prêmio VIVALEITURA
O Prêmio VIVALEITURA foi criado com o objetivo de estimular, fomentar
e reconhecer as melhores experiências que promovam a leitura em todo
o Brasil. São premiados projetos nas categorias Bibliotecas Públicas,
Privadas e Comunitárias, Escolas Públicas e Privadas e Sociedade:
ONGs, pessoas físicas, universidades/faculdades e instituições
sociais. O Prêmio VIVALEITURA é uma iniciativa do Ministério
da Educação, do Ministério da Cultura e da Organização
dos Estados Ibero-americanos para Educação, a Ciência
e a Cultura.
Wander Piroli
No lançamento dos projetos, o 8º Salão do Livro e Encontro
de Literatura faz uma homenagem a Wander Piroli, o “poeta da Lagoinha”,
lugar em que nasceu e que foi inspiração para grande parte de
seus textos. O escritor belo-horizontino, de descendência italiana,
faleceu em junho de 2006. Cientista consagrado, sua obra retrata os prazeres
e as misérias de pessoas comuns, geralmente moradoras do bairro Lagoinha.
É autor dos livros “Lagoinha”, “A Mãe e o
Filho da Mãe”, e os infantis “Os Rios Morrem de Sede”
e “O Menino e o Pinto do Menino”.
Léo do Peixe
Além dessa merecida homenagem, o público também tem a
oportunidade de conhecer Leonardo da Piedade Diniz Filho, um dos finalistas
do Prêmio VIVALEITURA 2006. Há três anos vende peixe na
feira de domingo da cidade mineira de Pirapora, onde sua esposa também
tem uma barraca de roupas. “Léo do Peixe”, como ficou conhecido
pelos clientes e amigos da feira, sempre gostou muito de ler, mas enfrentava
um problema: a biblioteca da cidade não abria no fim de semana. Como
o casal, a exemplo de outros feirantes, precisava levar os filhos para o local
de trabalho, ocorreu a Leonardo uma idéia surpreendente: montar, na
própria feira, uma banca de livros para empréstimo. Foi um sucesso.
Ele logo passou a receber doações e, hoje, toda a população
participa do projeto. Embora não possua uma contagem atualizada do
número de obras em seu acervo, Léo acredita que a biblioteca
tenha em torno de 8 mil exemplares.
Mercado da Lagoinha
Belo Horizonte tornou-se, desde os seus primórdios, berço de
famílias italianas que vieram construir a nova capital. Concentrados
na Lagoinha, os imigrantes transformaram o bairro em sua referência
sociocultural. Assim, o Mercado da Lagoinha é o espaço simbólico
ideal para sediar o lançamento desses dois grandes eventos, uma vez
que ambos fomentam o conhecimento e promovem a democratização
da cultura. Além disso, o Mercado tem programas voltados para a formação
e qualificação de mão-de-obra, por meio de cursos de
culinária, pizzaiolo, garçom e confeitaria, entre outros, totalizando
mais de 100 atividades.
Mais informações: Fundação Municipal de Cultura
/ ASCOM 3277-4620/4621
Nascentes Comunicação Estratégica 3261-7517 www.salaodolivro.com.br

Aficionado pela leitura, o projeto de Léo começou há um ano e oito meses, quando decidiu levar para a Feira Livre uma biblioteca que ele montou em sua própria casa. Misturados às bancas de verduras, legumes, frutas e carnes, os livros do Clube da Leitura já conquistaram muitas pessoas em Pirapora. “Tenho informações de que a Feira Livre de Pirapora é a única do Brasil que possui uma biblioteca. Já são cerca de 800 leitores cadastrados, fora os avulsos. Faço uma média de abordagem de 80 a 100 leitores por domingo e cada um leva quatro ou cinco livros para casa, por empréstimo, que é gratuito”, afirma Léo do Peixe.
O pescador afirma que o Clube da Leitura tem sido importante para a população de uma cidade onde as pessoas possuem baixo poder aquisitivo. “De maneira geral, comprar livro no Brasil é muito caro. Em Pirapora, que está situada no Norte de Minas, onde o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é baixo, as pessoas não têm condições de adquirir livros e a leitura fica ainda mais comprometida. Por isso, o Clube da Leitura empresta livros sem burocracia, porque o papel do projeto é socializar o hábito da leitura”, comenta Léo do Peixe, que conta com algumas doações. “A maioria dos livros é fruto de doação, porque pessoas sensíveis resolveram abrir o seu acervo em benefício de outros que não teriam condições de adquiri-los”, afirma o pescador.
Transformação
O discurso de Léo do Peixe não se confunde com as inverossímeis
histórias de pescador. Ele afirma que seu trabalho à frente
do Clube da Leitura é contribuir com a inserção social
através da leitura. “O que faço é o que está
ao meu alcance para ajudar a transformar a sociedade através da leitura.
O hábito de ler deve ser construído cotidianamente e criar este
hábito nas pessoas é a principal proposta do Clube do Livro”,
salienta.
Jornal Diário do Aço
2º SALÃO DO LIVRO DE IPATINGA
CLUBE DA LEITURA NOVAMENTE CONVIDADO ESPECIAL


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