
MAMA-CADELA : GRANDE AJUDA PARA AMENIZAR O VITILIGO
Vitiligo é uma doença não-contagiosa em que ocorre a perda da pigmentação natural da pele. Sua causa ainda não é bem compreendida, embora o fator auto-imune pareça ser importante. Contudo, estresse físico, emocional, e ansiedade são fatores comuns no desencadeamento ou agravamento da doença.
Patologicamente, o vitiligo se caracteriza pela redução no número ou função dos melanócitos, células localizadas na epiderme responsáveis pela produção do pigmento cutâneo - a melanina.
A doença pode surgir em qualquer idade, sendo mais comum em duas faixas etárias: 10-15 anos e 20-40 anos.
Essa despigmentação ocorre geralmente em forma de manchas brancas (hipocromia) de diversos tamanhos e com destruição focal ou difusa. Pode ocorrer em qualquer segmento da pele, inclusive na retina (olhos). Os locais mais comuns são a face, mãos e genitais.
O local atingido fica bastante sensível ao sol, podendo ocorrer sérias queimaduras caso exposto ao sol sem protetor, conferindo um risco para o desenvolvimento de câncer de pele.
Existem inúmeras opções terapêuticas para o vitiligo, a saber: corticosteróides, imunomoduladores, helioterapia, PUVA e enxertos cirúrgicos. Esteróides têm sido usados para remover as manchas brancas, porém não são muito eficientes. Outro tratamento mais radical é tratar quimicamente para remover todo o pigmento da pessoa para que a pele fique mais uniforme.(segundo tablóides foi que Michel jackson fez na pele)
As terapias psicológicas também têm mostrado bons resultados, uma vez que há uma ligação intrínseca entre estresse e a saúde da pele.
Uma planta que tem sido utilizada no tratamento de vitiligo e outras doenças que causam despigmentação; é a Mama-Cadela (Brosimum gaudichaudii), também conhecida por mamica-de-cadela, algodão-do-campo, amoreira-do-campo, mururerana, apé, conduru, inhoré (no Ceará) ou fruta de cera. Ainda que os estudos científicos a respeito dessa substância não estejam concluídos, de fato vem-se observando a repigmentação de áreas afetadas por vitiligo através de seu uso. Alguns laboratórios goianos, paulistas e do Distrito Federal estão elaborando comprimidos, extratos, tinturas, pomadas e cremes com base nesta planta, que é também recomendada em estados natural na forma de chás. Está entre as plantas citadas por 90% dos raizeiros, em um trabalho etnobotânico realizado na região de Goiânia.
Esta planta tem como constituintes químicos: bergapteno, psoraleno, saponinas, taninos, protoantocianidinas, alcalóides, furonocumarinas lineares. As furocumarinas possuem ação fotossensibilizante, aumentando a pigmentação da pele, por isso tratam em casos específicos de vitiligo.
Pode ser utilizado em decocção ou infusão da casca das raízes e folhas em banhos diários nas regiões da pele despigmentadas pelo vitiligo ou por outras manchas; podendo associá-la ao cipó-de-são-joão.
Em pó pode ser 1capsula de 500mg ao dia.
Usar dia sim, dia não. Evitar sol excessivo nos dias das aplicações
O vitiligo é uma doença caracterizada por manchas brancas e de causa desconhecida, trazendo como conseqüência problemas relacionados à auto-estima e ao convívio social.
O tratamento em geral é feito à base de corticóides, psoralênicos, luz do sol, raios ultravioleta e até cirurgia para transplantar células saudáveis à área despigmentada, o que traz efeitos colaterais e não garante que a mancha não volte mais, pois o tratamento é local, ou seja, não se leva em conta o reequilíbrio do corpo como um todo.
A medicina alternativa, em contrapartida, oferece alento aos pacientes de vitiligo e sem os desagradáveis efeitos colaterais.
Por exemplo, alguns pesquisadores descobriram que os pacientes com vitiligo têm no sangue taxas muito baixas de ácido fólico, vitamina B12 e vitamina C e trataram tais pessoas, durante seis meses e sem qualquer outra medicação, com esses suplementos, obtendo melhoria sobretudo no rosto delas, e sem nenhum efeito colateral.
Isso ocorre porque o melanócito, célula que produz a melanina, pode desaparecer ou perder sua função de produtor de melanina. E a vitamina C (antioxidante), combinada ao ácido fólico e à vitamina B12, é essencial para a preservação celular.
Outra forma de tratar naturalmente o vitiligo é usar a erva cipó-de-são-joão. Empregam-se geralmente as flores, mas pode-se usar folhas, caules e raízes, desde que colhidos na época em que a planta está com flores.
Como fazer a tintura
Lave a erva e deixe desidratar na sombra por 15 dias.
Pegue 300 gramas da erva desidratada e misture, numa garrafa de vidro, com 70 ml de álcool de cereais e 30 ml de água fervida ou mineral. Deixe em infusão num lugar escuro por quinze dias. Coe com uma peneira fina ou um pano.
Tome 25 gotas em meio copo de água três vezes ao dia. É preciso ter paciência, pois os primeiros resultados só aparecem depois de seis meses.
Outras sugestões*
1. Tratamento homeopático
As fórmulas a seguir são encontradas em farmácias homeopáticas.
Primeiro mês de tratamento
Arnica montana CH 6 - 20ml – 5 gotas duas vezes ao dia pela manhã e à noite.
Pau-ferro (Caesalpinia ferrea) CH6 - 30ml – 5 gotas diárias à tarde.
Segundo mês de tratamento
Arnica montana CH 12 - 20ml – 5 gotas duas vezes ao dia pela manhã e à noite.
Pau-ferro (Caesalpinia ferrea) CH1 - 30 ml – 5 gotas diárias à tarde.
Terceiro mês de tratamento
Arnica montana CH15 - 20ml – 5 gotas uma vez ao dia pela manhã.
Pau-ferro (Caesalpinia ferrea) CH15 - 30ml – 5 gotas diárias à tarde.
Quarto mês de tratamento
Hypericum perfolatum CH06 - 20ml – 5 gotas duas vezes ao dia pela manhã e à noite.
Quinto mês de tratamento
Hypericum perfolatum CH06 - 20ml – 5 gotas diárias pela manhã.
Mercurius solubilis CH12 - 20ml – 5 gotas diárias à noite.
Sexto mês de tratamento
Calcarea carbonica CH12 - 20ml – 5 gotas diárias à noite.
Hypericum perfolatum CH12 - 20ml – 5 gotas diárias pela manhã.
2. Tratamento fitoterápico
Pode e deve ser feito simultaneamente com o tratamento homeopático, porém faça um intervalo de meia hora ou uma hora entre o uso dos chás e o uso das homeopatias.
Primeira semana
Use em forma de chá durante uma semana mamica-de-cadela ou mama-cadela (Brosimum gaudichaudii).
Segunda semana
Use em forma de chá durante uma semana babosa (Aloe vera).
Terceira semana
Use em forma de chá durante uma semana serralha (Sonchus oleraceus).
Quarta semana
Use em forma de chá durante uma semana bardana (Arctium lappa).
Quinta semana
Use em forma de chá durante uma semana japecanga (Smilax brasiliensis).
Observações
Os tratamentos acima foram retirados de:
http://www.fluidovital.org.br/tratamentos1.htm
Um abraço,
Aparício Mansur
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