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Auto-exame de pele

O auto-exame de pele é um método simples para detectar precocemente o câncer de pele, incluindo o melanoma. Se diagnosticado e tratado enquanto o tumor ainda não invadiu profundamente a pele, o câncer de pele pode ser curado.

Quando fazer?

Ao fazer o auto-exame regularmente, você se familiarizará com a superfície normal da sua pele. É útil anotar as datas e a aparência da pele em cada exame.

O que procurar?

• Manchas pruriginosas (que coçam), descamativas ou que sangram;
• Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor;
• Feridas que não cicatrizam em 4 semanas;
• Deve-se ter em mente o ABCD da transformação de uma pinta em melanoma, como descrito abaixo:

• Assimetria - uma metade diferente da outra
• Bordas irregulares - contorno mal definido
Cor variável - várias cores numa mesma lesão: preta, castanho, branca, avermelhada ou azul
• Diâmetro - maior que 6 mm

Como fazer?

1. Em frente a um espelho, com os braços levantados, examine seu corpo de frente, de costas e os lados direito e esquerdo;
2. Dobre os cotovelos e observe cuidadosamente as mãos, antebraços, braços e axilas;
3. Examine as partes da frente, detrás e dos lados das pernas além da região genital;
4. Sentado, examine atentamente a planta e o peito dos pés, assim como os entre os dedos;
5. Com o auxílio de um espelho de mão e de uma escova ou secador, examine o couro cabeludo, pescoço e orelhas;
6. Finalmente, ainda com auxílio do espelho de mão, examine as costas e as nádegas.
Inca (Inst. Nacional do Câncer)

ATENÇÃO: Caso encontre qualquer diferença ou alteração, procure orientação médica. Evite exposição ao sol das 10h às 16h (nas cidades em horário de verão, das 11h às 17h) e utilize sempre filtros solares com fator de proteção 15 ou mais, além de chapéus, guarda-sóis e óculos escuros.

Devido ao calor, a alta umidade do ar e a intensa radiação solar, o verão se torna a estação ideal para o surgimento de alguns problemas de pele. Veja a seguir os mais freqüentes e também como evitá-los.

Micoses

Existem vários tipos de micoses, mas segundo o dermatologista Renato Bakos, a mais comum no verão é a pitiríase: manchas brancas pelo corpo. "O fungo que provoca essa micose habita o corpo e em condições favoráveis, como a oferecida pelo calor, ele se desenvolve", explica.

Outra micose muito freqüente é a provocada pelos fungos dermatófitos. Eles geralmente são adquiridos nas piscinas, banheiros e no solo. Há ainda as frieiras, que ocorrem principalmente entre os dedos dos pés e na virilha.

O tratamento pode ser feito com pomadas e também via oral, com comprimido antifungíco. Mas um hábito que ajuda muito na prevenção é evitar o uso de sapatos fechados. "Enxugar bem os pés e a região da virilha também são ações eficazes contra o surgimento de micoses", indica a dermatologista Lúcia Arruda.

Bicho geográfico

O bicho geográfico, nome popular da larva migras, é um parasita que se aloja na pele, principalmente nos pés. Ele causa coceira, irritação e, muitas vezes, dor. A forma de contrair esse parasita é por meio do contato com fezes contaminadas. "Os donos de cachorros não deveriam levar seus animais à praia", aconselha Lúcia.

Brotoeja

Miliárias é o nome de uma erupção cutânea conhecida popularmente como brotoeja. São pequenas bolhas que aparecem nas regiões mais abafadas do corpo, como o tronco e as nádegas. "Elas são decorrentes do entupimento das glândulas sudoríparas, as responsáveis por eliminar o suor", explica Renato.

Esse problema é mais comum em crianças, por isso a médica Lúcia Arruda dá um aviso importante aos pais: "as crianças devem ficar em ambientes frescos. É preciso evitar locais abafados, como um carro fechado depois de passar horas embaixo do sol".

Acidentes com bichos

Alguns animais marinhos, como o ouriço e a água viva, podem provocar ferimentos graves. "É necessário ter muita atenção ao entrar na água", alerta a dermatologista. "As algas também podem provocar queimaduras na pele do humana", completa.

Queimaduras

"O bronzeado tem que ser uma conseqüência de uma exposição segura ao sol, e não o objetivo principal", orienta Renato.

Os resultados imediatos ao bronzeamento excessivo são as queimaduras agudas e a dor, e com o tempo, o envelhecimento da pele e o aumento da probabilidade do surgimento de câncer.

"O acumulo de queimaduras devido à exposição solar é o maior responsável pelo surgimento do câncer de pele", explica Renato. Segundo o dermatologista, esse tipo de câncer é mais diagnosticado no verão, pois os sinais na pele estão mais evidentes. "Usar um bom filtro solar já minimiza muitos problemas", aconselha.

As manchas, decorrentes de muito bronzeado, como as sardas, também podem ser prevenidas com o uso do protetor solar. Mas caso o estrago já esteja feito, saiba que tratamentos com cremes e peelings podem ajudar a amenizar essas marcas cutâneas.

É preciso ainda ter muito cuidado com um acidente comum no verão: "as pessoas que adoram um suco de limão ou uma caipirinha precisam lavar bem as mãos depois de manipular a fruta, pois a queimadura provocada pelo sumo do limão pode levantar bolhas", explica Lúcia.

Cuidados gerais

Basicamente os cuidados que você deve ter no verão são: hidratar-se, principalmente, por meio de água; usar filtro solar; passar um bom creme hidratante por todo o corpo após o banho; usar roupas e sapatos arejados; usar chapéu ou boné; utilizar óculos de sol; evitar ir à praias onde existem animais soltos; prestar atenção ao entrar no mar e não ficar exposto ao sol nos horários de pico.

Clínica CL Arruda - Dra. Lúcia Arruda


Pintas na pele podem ser perigosas

Lívia Perozim

Algumas podem até ser charmosas, mas nem todas as pintas são bem-vindas. Segundo dermatologistas, uma pinta muito grande, de alto relevo, tons variados e forma assimétrica pode ser sinal de lesões graves e evoluir para um câncer de pele.
"Somente um especialista pode saber se o paciente deve ou não retirar uma pinta. Ele é quem diz se as lesões são benignas ou malignas. Quando há dúvidas, fazemos um acompanhamento histórico da mancha. Por isso, pequenas informações sobre os hábitos de vida do paciente podem mudar o tratamento", afirma a médica Ediléia Bagatin, do Departamento de Dermatologia da Unifesp (Escola Paulista de Medicina).

De acordo com Cristina Mansur, dermatologista e professora da Universidade Federal de Juíz de Fora (MG), a maioria das pintas não necessita de tratamento: "As que devem ser tratadas são as que aumentam rapidamente de tamanho, forma ou cor, que sangram, coçam, doem ou apareceram após os 20 anos. Nesses casos, normalmente, o melhor jeito de tirá-las é com o bisturi, um procedimento rápido que é feito com anestesia local."

"A quantidade de pintas que uma pessoa tem é determinada pela sua carga genética. Em média, um adulto tem entre 40 e 60 pintas. No entanto, o aumento e a variação da forma dos sinais na pele podem ser provocados pela radiação solar e por traumas em regiões de atrito, como cotovelo, cabeça e a área onde ficam os óculos", explica Cristina.

Mais importante que a estética são os cuidados que se deve ter para que as pintas não se tornem câncer de pele. "As causas que levam uma pinta a evoluir para um câncer de pele não são bem definidas. A exposição excessiva ao sol e decorrentes queimaduras na pele podem colaborar. No entanto, se detectado precocemente, o câncer de pele pode ser curável. Caso contrário, ele pode se espalhar para outras partes do corpo e causar a morte", alerta Ediléia.

De acordo com a médica da Unifesp, a prevenção contra câncer de pele, também denominado melanoma, pode ser feita por um procedimento chamado dermatoscopia: "É um exame que faz um registro fotográfico das lesões, através de uma lente de aumento, e permite avaliar as características das pintas. O resultado final só pode ser obtido quando a lesão é removida cirurgicamente e enviada para exame laboratorial."
Ediléia aconselha que façam o exame pessoas de pele muito clara, com muitas pintas e antecedentes familiares ou pessoais de câncer de pele.

Cuidados com a pele sob o sol


Bianca Piragibe

Para se proteger de envelhecimento precoce, queimaduras e, principalmente, do câncer de pele, o uso de protetor solar é fundamental.
Ao contrário do que você pode imaginar você deve usar protetor todos os dias, não apenas quando for tomar banho de sol. No dia-a-dia, provavelmente, você não corre o risco de queimaduras, mas o acúmulo de exposição ao sol é o principal desencadeador do câncer de pele.

Escolha bem:

• O filtro solar deve oferecer proteção contra UVA e UVB.
• Prefira um tipo resistente à água.
• Opte por protetores sem fragrância ou corantes. Isso diminui o risco de fotoalergias.
• Veja se ele é apropriado ao grau de oleosidade da sua pele, para não induzir a formação de cravos e espinhas.
• Não é recomendável usar qualquer tipo de protetor ou bronzeador feito em casa. Eles podem ser causa de alergia e potencializar a ação da luz do sol, aumentando os danos.
Na praia ou piscina:
• O produto deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição.
• Reaplique-o sempre que você sair da água, e com a freqüência indicada na embalagem do produto que você estiver usando.
Não se esqueça de passar:
• É muito comum esquecer de passar em certos locais como orelha, pés, axilas. Não se distraia! O esquecimento pode causar queimaduras que, acumuladas, podem ser fator de risco de câncer de pele.
• Atenção especial também para nariz e ombro, que têm um contato mais direto com os raios solares.
• Calvos devem tomar cuidado especial com o couro cabeludo


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