
INTRODUÇÃO:
Nunca se viajou tanto de moto no Brasil como nos últimos dois anos.
Uma das maiores motivações para “pegar estrada”
é o grande aumento de encontros motociclísticos, eventos de
confraternização e diversão para os apaixonados por duas
rodas, hoje promovidos em quase todas as regiões do país –
principalmente no sudeste e sul.
O prazer de se aventurar de moto, com ou sem rumo – na linha “Easy
Rider” também atrai cada vez mais adeptos. Quem compra uma moto
de alta cilindrada, por exemplo, não vê a hora de poder acelera-la
numa rodovia, sentido-se como parte da paisagem e curtindo o vento envolvendo
o corpo.
Porém, o prazer também exige cuidado.
Um desses cuidados, senão o mais importante é ter tido um aprendizado satisfatório das leis de trânsito e ter tido uma escala crescente no uso de motos, ganhando aos poucos a experiência necessária para uma pilotagem segura. Melhor seria que todos iniciassem com motos de baixa cilindrada e ao longo dos anos fosse gradativamente subindo de potência e com isso familiarizando-se com as diversas facetas que a pilotagem de um veículo de duas rodas extremamente rápido exige. Comprar uma moto, principalmente se for uma esportiva, de alta cilindrada e partir para curtir a adrenalina provocada pelas altas velocidades é um suicídio e muito tem contribuído para aumentar as estatísticas de acidentes graves nesse nosso país.
Fica então essa primeira dica: Sejam precavidos ao escolher suas moto e levem em consideração suas experiências e capacidades de pilota-las.
BAGAGEM COM MAIS SEGURANÇA:
Quando o assunto é viagem, a arrumação da bagagem tem dupla importância: a primeira é de ordem pessoal, pois se refere ao tamanho da bagagem, o que realmente importa levar de acordo com o tempo que se planeja ficar fora. A regra é simples: leva-se o que absolutamente necessário, evite exageros, pois quanto menos peso, melhor; A segunda envolve segurança, pois a bagagem deve ser bem distribuída na moto, sem concentração de peso em um só ponto, sob pena de comprometer a pilotagem. Atualmente, existem inúmeras bolsas, alforges, maletas e bauletos próprios para viagens de moto, além de plataformas e bagageiros para sacolas convencionais.
DE CASA PARA A ESTRADA:
MINUTOS CRÍTICOS
Parece incrível, mas é verídico: boa parte dos acidentes com motos acontecem a menos de três minutos de distância do ponto de partida ou de chegada, devido a distrações na pilotagem. Em parte, isso se explica pela excitação no momento da partida ou um certo relaxamento já próximo ao destino. Portanto, dentro de um território conhecido.
Uma das melhores maneiras de concentrar-se é estar plenamente ciente de que “a viagem realmente já começou”. Mesmo que as ruas e avenidas ainda lhe sejam familiares, procure imagina-las como se fossem de uma localidade distante observando toda a movimentação à sua volta constantemente. Dê atenção especial aos cruzamentos e semáforos (ou sinais).
Problemas pessoais ou assuntos pendentes de resolução devem ser esquecidos durante a pilotagem. Procure “desligar-se” desses pensamentos, concentrando-se no caminho que terá pela frente.
Se for necessário, leve mapas ou cópias de guias rodoviários com indicações de entroncamentos rodoviários e entradas e saídas das cidades desconhecidas. Procure mentaliza-los. Mas, se precisar consulta-los durante a viagem, lembre-se de estacionar em local seguro. Geralmente, postos de gasolina são locais apropriados para essas paradas e os funcionários poderão ajudar com informações.
Nos primeiros quilômetros, procure sentir as reações da moto em frenagens, curvas, acelerações, verificando se tudo funciona corretamente. Confira se a bagagem está bem posicionada e se a garupa (se houver) está bem acomodado e seguro. Se alguma anormalidade for notada, corrija antes de iniciar realmente a viagem. Não se arrisque a ter problemas na estrada.
BEM EQUIPADO (veja também dicas para comprar um bom capacete)
Prefira sempre capacete fechado para viajar, que oferece melhor proteção que o capacete aberto. Jaquetas de couro ou tecido resistente, luvas, calças reforçadas e botas de cano longo ou meio-cano são outros equipamentos fundamentais.
Se estiver levando alguém na garupa, é fundamental que esteja tão bem equipado quanto você. Sendo necessário, indique a forma correta de o passageiro acomodar-se na moto, de maneira a ter a postura mais ereta e confortável.
O passageiro deve acomodar-se o mais próximo possível do piloto, segurando-o de forma que as suas duas mãos passem pela cintura. Outra opção é usar as alças que existem na rabeta de algumas motos, para se segurar. Lembre-se que a responsabilidade pela segurança do passageiro é do piloto.
Um erro comum, cometido por “garupas de primeira viagem”, é inclinar o corpo para o lado contrário ao do piloto, como se houvesse uma compensação de equilíbrio. O correto é inclinar o corpo sempre para o mesmo lado que o piloto, acompanhando-o nos movimentos. Isso facilita a pilotagem e melhora o conforto do passageiro.
Mantenha sempre uma postura confortável sobre a moto, mas ao mesmo tempo adequada, para que possa controla-la rapidamente caso surja algum obstáculo ou situação de emergência repentina.
Nas retas o corpo pode ficar relaxado e apoiado sobre o banco, mantendo-se a coluna ereta e as mãos apoiadas levemente sobre o guidão. Nas curvas, o peso do piloto deve ir para as pedaleiras, com o olhar atento a todas as partes do caminho mais à frente, evitando-se olhar fixamente para um único ponto – principalmente os mais próximos.
Procure obter previsões de clima sobre o local de destino. Caso haja previsão de chuva ou frio, deixe em local de fácil acesso equipamentos como o macacão impermeável ou agasalhos. O quanto antes se preparar para o problema, mais seguro se sentirá para pilotar. Mesmo sem previsão de chuva, deixe sempre o macacão à mão.
O RÍTMO CERTO PARA SUA MOTO:
VELOCIDADE DE CRUZEIRO
Assim que entrar na estrada, procure estabelecer uma velocidade de cruzeiro compatível com os limites legais da rodovia, possibilidades de desempenho de sua moto e sua própria habilidade. Nas motos de baixa cilindrada (e algumas de média cilindrada), a velocidade de cruzeiro não deve ser maior que 70% da sua velocidade máxima.
Nas motos maiores e mais potentes, o limite é o do bom senso, com atenção à sinalização de velocidade máxima permitida na rodovia. Qualquer moto acima de 500 CC roda muito bem dentro d faixa de 110 ou 120 km/h, as máximas na maioria das rodovias brasileiras.
Veja, seja visto: esse lema de segurança também vale muito na estrada. A primeira medida é ligar o farol assim que sair de casa. Com o farol ligado, mesmo de dia, a visualização da moto fica muito mais fácil pelos motoristas que vão à frente. Fique atento também a veículos mais rápidos que possam estar se aproximando atrás.
Evite ficar nos ângulos “mortos” de visão – locais onde o motorista não consegue enxergar a moto, como atrás da carroceria de um caminhão, por exemplo. Uma maneira boa de se saber se está ou não no ângulo morto de um veículo é observar se você está vendo a face (região dos olhos) do motorista. Se você não a estiver vendo, cuidado, ele também não pode te ver.
Algumas motos mais potentes, como as superesportivas e esportivas turismo, são capazes de acelerar e atingir grandes velocidades em poucos segundos. Com tal capacidade, as ultrapassagens podem ser feitas com maior segurança utilizando-se espaços menores.
Porém, o piloto deve redobrar seus
cuidados ao realizar a manobra, sinalizando com piscas e até com o
farol, se necessário, pois os demais motoristas podem não perceber
a aproximação rápida demais, mudando de faixa de repente
simplesmente por não ver a moto. Nunca ultrapasse pelo acostamento
e atenção redobrada, quando houver necessidade de ultrapassagem
pela direita em rodovia com mais de uma pista em cada sentido.
DESLOCAMENTO DE AR
Ao ultrapassar grandes veículos, como caminhões e ônibus, por exemplo, tome cuidado com o deslocamento de ar causado por eles e que podem desestabilizar a moto.
Atrás desses veículos, o turbilhão de ar tende a “puxar” a moto para próximo deles (efeito do vácuo). Na parte dianteira, o ar deslocado direciona-se para os lados, tendendo a “empurrar” a moto para a lateral. Para evitar tais incômodos, mantenha uma distância segura dos veículos durante a manobra de ultrapassagem (cinco metros, pelo menos). Muito cuidado com veículos transportando pedras, areia ou cargas soltas ou mal amarradas.
Em estradas simples, de mão dupla, o mesmo efeito do deslocamento de ar poderá também ser causados por grandes veículos que vêm em sentido contrário. Um forte golpe de ar pode atingir a moto lateralmente. Para evitar esse efeito, procure manter-se mais à direita quando perceber a aproximação do caminhão ou ônibus.
Evite andar “colado” aos veículos que seguem à frente, especialmente caminhões e ônibus, que – além de lhe limitarem a visão para os obstáculos da pista, como os buracos, por exemplo – podem frear repentinamente (não esqueça e efeito do vácuo).
Muito cuidado ao entrar em postos de gasolina com calçamento feito em paralelepípedos, cimento, terra ou pedriscos. Muitas vezes, habituado a uma velocidade maior na estrada, o piloto entra no posto mais rápido do que deveria, sem dar conta das condições de aderência. Ao frear para diminuir repentinamente a velocidade, pode derrapar e tomar um tombo “bobo” – mais comum do que se imagina.
Além disso, as chances de uma entrada de posto à beira de estrada ter acúmulo de óleo são muito grandes, pois nele param caminhões.
Caso perceba que irá atravessar uma mancha de óleo, procure manter-se na trajetória, com a moto mais “neutra” possível e “em pé”, acionando a embreagem e evitando tocar nos freios.
Algumas motos, que obrigam a uma posição de pilotagem mais esportiva, podem provocar dores lombares depois de determinado tempo de viagem. Por isso, recomenda-se paradas a cada 100/150 km rodados para descansar. Aproveite para fazer alongamentos na região dorsal, nas pernas e nos braços.
COMO VIAJAR EM GRUPO:
ORGANIZAÇÃO
Atualmente, viajar em grupo está se tornando uma verdadeira mania, graças aos inúmeros encontros de motociclistas que acontecem em quase todas a regiões do Brasil. Organizar as diversas formas de várias motos seguirem juntas, mas com segurança, é fundamental.
Veja algumas dicas para todo mundo curtir melhor a viagem.
Procure manter-se a uma distância segura das outras motos (três metros, no mínimo) e sempre dentro do campo de visão do motociclista que vai à frente, evitando ficar exatamente atrás de sua moto, muito próximo ou lateralmente muito afastado (por exemplo: transitando em outra faixa da rodovia), fazendo com que o motociclista à sua frente fique preocupado com seu posicionamento e dificulte qualquer manobra lateral de emergência.
Em rodovias com três ou mais faixas
de tráfego, o grupo de motos deve ocupar a faixa da direita, de maneira
e ficar no campo de visão uns dos outros: uma à direita, outra
à esquerda, e assim sucessivamente.
Em rodovias de mão dupla ou de duas faixas de rodagem, o grupo de motos
deve se posicionar em fila indiana.
Num grupo muito numeroso, é conveniente separar as motos em subgrupos
de cinco motos no máximo. Cada subgrupo poderá ficar distanciado
dos demais em até 500 metros.
Nas ultrapassagens, o grupo deve manter seu posicionamento, aguardando que, uma a uma, cada moto realize a manobra com segurança.
Quando dois ou mais motociclistas viajam juntos é interessante utilizar gestos e sinais padronizados para se comunicarem de maneira rápida e precisa. Cabe ao piloto da primeira moto alertar sobre os obstáculos e indicar o caminho a ser seguido pelos demais. É dele a tarefa mais complicada, que exige responsabilidade e atenção redobrada.
Com o tempo os integrantes de um grupo de motos vão se conhecendo melhor e até mesmo um balançar de cabeça poderá ser interpretado como mensagem pelo colega ao lado.
LINGUAGEM DOS SINAIS
Alguns sinais, entretanto, são básicos.
Usados por batedores e motociclistas militares, podem ser entendidos por todos. O sinal deve ser preferencialmente feito com a mão esquerda – que é a mais livre durante a pilotagem – e repetido por todos os pilotos do grupo, passando-o dessa forma de moto em moto até o último da fila.
Apontar com a mão direita para baixo, para um objeto ou ponto no solo: buraco, lombada, óleo ou outro tipo de obstáculo, reduza a velocidade e procure desviar, se possível.
A mão e o braço esticado sobem e descem sucessivamente: perigo, reduzir a velocidade.
Mão e braço balançando para trás e para frente, como um remo: o grupo está muito disperso, os mais atrás devem acelerar para se aproximar um pouco mais.
Braço esquerdo apontado para a esquerda: atenção
, reduzir para entrar à esquerda – o piloto deve sinalizar com o braço e acionar o pisca esquerdo, em seguida.
Braço esquerdo dobrado sobre o capacete com a mão apontando para a direita: atenção, reduzir para entrar à direita.
Mão esquerda apontando para cima e realizando círculos no ar: atenção, o grupo deve retornar – quando o grupo está parado, também pode significar acionar os motores para a partida.
Mão esquerda apontada para cima e espalmada: atenção, situação de emergência à frente, exigindo cautela e a redução de velocidade.
Apontar para o tanque de combustível e logo em seguida simular uma degola de garganta com a mão esquerda: a moto entrou na reserva de combustível, indicando que aquele piloto necessita parar para abastecimento.
A sinalização de parada ou de conversão à direita, esquerda e retorno, também pode ser seguida de um número de um cinco feito com os dedos da mão para indicar a qua
ntos quilômetros à frente a manobra deverá ser executada.
AS CONDIÇÕES MAIS DIFÍCEIS:
CHUVA
A chuva é o maior inconveniente nas v
iagens de moto. Se isso acontecer à noite, então, a dica é não seguir viagem – a não ser que a estrada seja plenamente segura, você esteja bem protegido e faltar pouco para o local de destino. Do contrário, procure um lugar para dormir.
Veículos trafegando em sentido contrário, com o pára-brisa molhado, são o melhor aviso de que a chuva à frente.
Comece a preparar-se para enfrenta-la. Não deixe pra vestir seu macacão impermeável somente no momento em que “encontra-la”.
Assim que a chuva começar, pare e espere que molhe a pista, lavando todos os detritos de óleo e areia que possam existir.
Sob a chuva, reduza a velocidade e passe a frear com maior sensibilidade e menos potência. Se pressentir o início de travamento de uma das rodas, “alivie” o freio, voltando a aciona-lo até concluir a manobra.
Trafegar em pista molhada exige muito cuidado. Por exemplo: a distância de frenagem chega a ser 50% superior ao que seria necessário em pista seca. Adote uma postura defensiva e antecipe-se a situações de fisco freando antes do que seria o normal.
O “spray” de água e detritos, levantados pelos pneus dos outros veículos, suja a viseira do capacete. Tenha sempre pedaços de papel absorvente ou pa
pel higiênico que limpa sem riscar.
A chuva pode penetrar na bagagem e molhar as roupas. Para evitar isso, coloque sempre suas roupas (e também objetos) dentro de sacos plásticos antes de acomoda-los na bolsa ou alforge.
NOITE
Viajar a noite não é o mais recomendável.
Tudo fica mais difícil, desde um abastecimento a até um socorro
mecânico. A atenção deve ser redobrada e nem sempre é
possível enxergar “armadilhas” como buracos e manchas de
óleo. Mas se for inevitável, viaje descansado, pois o cansaço,
principalmente à noite, pode ser muito perigoso.
Nunca saia à noite sem que farol, piscas e lanternas estejam em perfeitas
condições. O farol (ou faróis) deve ser regulado caso
você esteja com garupa e bagagem, pois com mais peso, a moto fica mais
baixa e o facho de luz sai do ajuste ideal.
Procure ter a viseira do capacete em perfeitas condições. Viseira suja e muita riscada acaba criando distorções e reflexos inconvenientes com a luz vinda dos outros veículos. Isso limita a capacidade de visão.
Procure fazer com que as paradas para descanso sejam em postos de gasolina ou outros lugares seguros e bem iluminados. Evitem paradas nos acostamentos das estradas.
Sendo preciso parar no acostamento à noite, procure afastar-se o máximo possível da pista. Para ser visto pelos demais veículos, mantenha a lanterna ligada e os pisca-piscas sinalizando alerta.
FRIO
O frio pode se tornar um grave problema se for preciso enfrenta-lo por horas seguidas. A baixa temperatura pode causar a hipotermia em mãos e pés, ou seja, o “congelamento” desses pontos, com perda da sensibilidade e da movimentação – o que pode ser muito perigoso.
Para proteger-se, o ideal é usar sob as luvas de couro, luvas de tecidos, ou, por cima das luvas de couro, luvas cirúrgicas de borracha para impermeabilizar. Nos pés, meias e uma proteção com plástico por dentro da bota para evitar a umidade.
Em cima da moto, a temperatura “sentida” pode chegar a ser de até cinco graus centígrados menor do que a temperatura ambiente. Por isso, agasalhe-se prevendo essa diferença de temperatura.
A respiração, no frio, pode causar o embaçamento da viseira. Nesse caso, a dica é passar a respiração pela boca, direcionando o ar para a parte inferior do capacete.
DEZ MANDAMENTOS PARA UMA BOA VIAGEM:
1. Faça uma boa revisão mecânica e elétrica
na sua moto antes de viajar.
2. Tenha sempre consciência de seus limites e dos limites da moto.
3. Procure descansar antes de uma viagem.
4. Não exagere na bagagem e arrume-a de forma organizada na moto.
5. Não consuma bebidas alcoólicas antes de sair para viajar
e nem durante a viagem.
6. Não prossiga se estiver se sentindo cansado.
7. Façam paradas para descanso, respeitando a sua resistência
física.
8. Não se alimente com comidas pesadas durante a viagem.
9. Só viaje a noite se as condições da moto e da estrada
permitirem.
10. Evite mostrar que você é “o melhor, o mais rápido,
o mais tudo” durante uma viagem em grupo, seja o mais inteligente.
FAÇA SUA MOTO DURAR MAIS - DICAS DE DURABILIDADE
Veja, abaixo, algumas dicas recomendadas para “economizar” a sua moto e aumentar a sua durabilidade:
1. Ao dar partida no motor ainda frio, evite acelerar. Deixe que funcione em marcha lenta por alguns minutos até que atinja aproximadamente 40 graus;
2. Evite manter o motor ligado, com a moto parada, depois de suficientemente aquecido;
3. Procure passar as marchas no “tempo” certo, sincronizando corretamente a rotação, para não causar trancos no câmbio e embreagem;
4. Acelere e desacelere o motor sempre com progressividade, sem mudanças bruscas de velocidade;
5. Procure antecipar as suas ações sempre que possível para não frear bruscamente. Isso economiza pneus e sistema de freios;
6. Mantenha os pneus sempre calibrados, o que previne desgastes excessivos da banda de rodagem e evita esforço extra do motor;
7. Se possível, procure abastecer somente em postos que ofereçam combustível de boa qualidade;
8. Troque o óleo do motor, bem como o filtro correspondente, após transitar em locais alagados ou muito poeirentos. Ou sempre que notar alterações de cor no lubrificante, causadas por contaminação com água (esbranquiçado) ou outros produtos (esverdeado);
9. Mantenha sempre limpos os filtros de ar e combustível. No caso de componentes descartáveis, troque-os sempre que “enfrentar” viagens ou abastecimentos em locais sujeitos a muita fuligem, poeira ou sujeira;
10. Verifique regularmente a carga da bateria e o nível de solução (se necessário), para prevenir sobrecargas e esforços extras no sistema elétrico;
11. Não permita que a corrente de transmissão trabalhe folgada ou sem lubrificação, o que causa desgaste prematuro e aumento do esforço do motor;
12. Não faça adaptações de escapamentos, rodas e outros componentes que não tenham a aprovação do fabricante;
13. Faça as revisões periódicas em concessionária autorizada. A economia nem sempre compensa;
14. Após receber a moto de uma revisão ou conserto, faça uma verificação para confirmar se os serviços foram realmente feitos e se não ficou nada mal apertado ou fora do lugar.
OBS: Este trabalho foi compilado de diversas fontes, tais como: revistas especializadas, jornais, news letters eletrônicas, além de conter observações pessoais relativas à própria experiência do autor, ao longo de 40 anos de estrada sobre duas rodas e tem como objetivo fazer com que, a cada dia, mais amantes do “espírito de liberdade”, do companheirismo, da amizade desinteressada e do desestressante prazer de pilotar uma motocicleta, possam com segurança desfrutar dessa saudável atividade.
Fonte:
Bleiner Fernandes de Melo
Viajei no feriado de 12 de outubro para Cláudio centro oeste mineiro, foram saindo de Pirapora, ida e volta, 1065km de moto.Ja estava acostumado com viagens a grandes distancias, mas desta vez pude aproveitar mais por estar em uma Suzuki Intruder. estradeira e de muito conforto.
Resolvi colocar esta matéria no site por ter tido a oportunidade de cruzar com outros motociclistas na estrada e pude ver a inexperiência de muitos deles. As dicas são de grande valia, afinal a gente tá sempre aprendendo.
Um abraço a todos,
Mansur

Copyright
© 2006 - 2010 - www.velhochico.net - Contato:
(38) 3741-1315 - 8836-1315
- Todos os direitos reservados. - Melhor visualizado em 1024 x 768
|
