Bambuzinho e Tamboril da Salmeron, as duas mortes mais sentidas em Pirapora!
Todos
dizem: existiram duas Piraporas, uma antes e outra depois do "Bambuzinho"
(uma mistura de bar, boite, quiosque), onde as pessoas se encontravam. Eu
partilhei desta passagem, em l983 (primeira foto) eu estava dentro do "Bambuzinho"
quando a água começou a subir. Foi um corre corre, e depois
apenas de fora olhar com tristeza o rio subindo e o nosso bar sumindo embaixo
das águas. Carnaval de 1983! Sei que os que vivenciaram esta época,
agora fecham os olhos e sentem até o cheiro do peixe frito e o sabor
daquela cerveja que saia da fábrica direto para o balcão. Dá
saudades, e muita!



Cartão
postal na av. Salmeron. Sombra durante todo o dia, e uma moldura para o fim
de tarde, coisa de cinema. Muitas noites foram viradas no bar que ficava em
frete ao mesmo. Nunca conheci uma pessoa que não se reverenciasse em
frente a tão grandioso monumento da natureza. No carnaval, a arquibancada
armada ao longo da avenida, servia de escada para os mais afoitos se fotografarem
entre os galhos do frondoso tamboril. Restou o São Francisco esculpido
do tronco, o respeito e a saudade de todos que o conheceram. (No fundo vê-se
a graciosidade em que foram construidos os quiosques).



Época
do "Bicho doido", cabelo à "tropicália",
short curto e a famosa "ponchete" atravessada no peito (tinha que
ser atravessada no peito), não na cintura. A área de camping
lotada, sem briga, confusão, um comia na barraca do outro, as pessoas
conviviam como se fossem uma grande família. O banho era no rio, a
fila de ônibus, ia do centro até a altura da rodoviária.
Nas duchas, ou você fazia rodizio ou pedia licença para entrar
n'água e tomar um banho na cachoeira. Pergunto: se foi, por que não
volta a ser??? (todas as fotos são de antigos arquivos, recebi de presente
em dois cds produzidos por Eduardo Hatem. Obrigado) Mansur
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