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Cardiologistas
alertam para sintomas de doenças coronárias
Mariane
Thamsten - Globo Online
RIO
- A morte do humorista Cláudio Besserman Vianna, o Bussunda do programa
"Casseta e Planeta", na manhã deste sábado, vítima
de um infarto, serve de alerta para que todos os atletas de fim de semana
estejam em dia com a saúde.
Cardiologistas chamam a atenção para os cuidados com o coração
e dizem que a idade de maior risco para doenças coronarianas é
35 anos, para ambos os sexos. Por isso, especialistas sugerem que seja feito
um check-up anual.
Para o cardiologista Roberto Horcades, presidente do Fluminense, pessoas
que pretendem praticar esportes, principalmente os competitivos, devem estar
preparados para o esforço.
- Hoje em dia, qualquer pessoa que pratique qualquer modalidade esportiva,
principalmente as competitivas, tem que estar preparado para suportar o
esforço da atividade física e saber o seu limite - alerta
Horcades.
Ele ressaltou ainda que, quanto mais jovem, maior a probabilidade de ter
problemas coronários.
- A doença do coração apresenta sintomas 'simples'
e aparentemente sem razão, como sudorese (suor excessivo), diz o
cardiologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Já o cardiologista Antonio Carlos Till, diretor do Vita Check-up
Center, diz que os riscos de doenças coronárias são
maiores para jovens na faixa etária dos 20 anos, pois a circulação
colateral pode não ser suficiente para suprir de oxigênio e
minimizar a área infartada.
- A doença coronária começa cedo, no início
da vida adulta (por volta de 19 e 20 anos) e as alterações
nos individuos podem ter alterações que não causem
um impacto importante, a não ser que ocorra um grau significativo
de obstrução dos vasos - defende Till, lembrando que mesmo
aqueles que ingressam em academias de ginástica aos 20 anos não
devem ignorar a avaliação física.
A circulação colateral se desenvolve ao longo do tempo e é
estimulada principalmente pela atividade física regular. Se bem desenvolvida
- mesmo que haja obstrução no vaso que carrega oxigênio
ao coração - a circulação colateral compensa
essa obstrução oferencendo oxigênio suficiente para
minimizar ou evitar o infarto.
Principais sintomas de doença coronária:
- Cansaço além do normal
- Dores no peito
- Palpitação
- Fadiga pelo menor esforço e suor excessivo (sem motivo aparente)
Quem deve fazer avaliação prévia:
- Indívíduos a partir dos 35 anos, de ambos os sexos. Para
a mulher, o check-up é importante para prevenção de
câncer de mama ou colo do útero
Fatores de risco:
- Obesidade
- Hipertensão arterial
- Diabetes
- Tabagismo
- Histórico familiar de doença coronária (também
para os casos de histórico em diabetes, alterações
relacionadas a colesterol ou triglicerídeos)
Infarto Agudo do Miocárdio
O que
é?
É
uma das manifestações da doença arterial coronária,
que é a formação de placas de gordura nas artérias
do coração. A gordura interrompe uma ou mais artérias,
o que barra o fluxo sanguíneo no músculo cardíaco e
provoca o infarto. Dependendo do comprometimento do músculo cardíaco,
pode ocasionar uma insuficiência cardíaca.
Como
age
Placas
de gorduras (colesterol e triglicerídios) se formam em deposição
e obstruem as artérias. Há vários fatores que deixam
o indivíduo mais vulnerável a um infarto como a idade, sexo,
histórico familiar, tabagismo, hipertensão, diabetes, colesterol
alto, estresse, obesidade e sedentarismo.
Sintomas:
Aperto
no peito que irradia para o braço esquerdo, geralmente acompanhado
por outro sintoma como falta de ar, sudorese, palidez, náuseas. A
dor, intensa e prolongada, dura cerca de 20 minutos. Os sintomas também
se manifestam de formas atípicas, como dor do braço direito,
mandíbula, pontadas e apenas falta de ar sem desconforto.
Prevenção:
É
importante a pessoa reconhecer que se encaixa no grupo de risco e ficar
atenta, sobretudo, a um novo sintoma, que geralmente surge com o esforço
físico ou emocional. A partir dos 35 anos, a pessoa deve fazer um
check-up para ver como está o colesterol, pressão, etc. Com
o resultado da primeira avaliação, o médico determinará
se os controles terão de ser anuais ou bianuais. O indivíduo
deve também evitar o tabagismo, colesterol alto e obesidade. É
importante também cuidar do diabetes e da hipertensão, manter
uma alimentação saudável e a prática de exercícios
físicos. A chance de um infarto nos homens aumenta aos 55 anos; nas
mulheres, a idade é 65 anos (a idade entre as mulheres é mais
alta por causa da proteção dos hormônios), mas isso
não impede que uma pessoa mais jovem tenha infarto. É preciso
ficar ainda mais atento ao histórico familiar, sobretudo se pai ou
mãe tiveram um ataque cardíaco quando jovens.
A quem
recorrer?
Procurar
um médico do serviço de saúde mais próximo.
Este profissional dará as orientações necessárias
e encaminhará o paciente a outro médico ou a um tratamento
adequado.
Fonte: Terra e Saúde
